Manual Cuckolding CMC - Capítulo 6

Vocês realmente querem fazer isso?


Esta pergunta pode parecer estúpida, considerando que esse manual está sendo escrito justamente para quem se interessa pelo assunto. Você pode responder: “Mas é claro que queremos fazer isso! Se não por que estaríamos lendo esse manual, oras? Mas é muito importante, antes de começar toda a abordagem, que vocês realmente considerem o que é cuckolding e como isso pode afetar o seu relacionamento.
Cuckolding é diferente de muitos outros jogos sexuais, já que envolve uma outra pessoa. Embora o swing e o poliamor também envolvam outras pessoas, cuckolding geralmente envolve um outro homem enquanto o marido (ou namorado) permanece fiel. Ambos os parceiros em relacionamentos swing e poliamoristas são permitidos a ter encontros sexuais entre todos os envolvidos. O cuckold (normalmente) não.



É justamente essa dinâmica que se torna a fonte do tesão e do risco que envolve o Cuckolding. Não estou tentando assustá-los. Pensem que muitas coisas interessantes vêm com risco. O paraquedas é emocionante e assustador, justamente porque é perigoso. Mesmo algo tão simples quanto comer uma torta de morango com creme apresenta um risco: engordar e talvez contribuir para o entupimento de suas artérias. A diferença entre o paraquedas e a torta de morango é que você precisa saber que cada um oferece um nível de risco, e você precisa estar familiarizado com cada um deles para aceitar usufruir deles.
Vocês não precisam ser uns “esportistas radicais” no sexo para curtir o cuckolding. Por exemplo, eu assumo o risco calórico de comer a torta de morango com creme tranquilamente, mas se eu estiver dentro de um avião, a não ser que ele esteja pegando fogo, eu prefiro ficar bem sentada no banco com o cinto de segurança bem preso. É uma questão de preferência. Mas vocês podem e devem definir o nível de risco com o qual vocês se sente m confortáveis, antes de começar. Falaremos mais sobre isso depois, mas já vou te adiantar alguns exemplos do que quero dizer.
Considere a seguinte cena: a esposa em um motel transando deliciosamente com outro homem que ela conheceu na firma. Imaginem que, depois dessa primeira transa, ela gosta e transa outras vezes, e outras até que os dois começam a desenvolver intimidade e sentimento um pelo outro. 

"Adoro ficar com você..."

Mesmo que ela ainda continue amando o marido, mas também apaixonada pelo colega de trabalho, vocês têm certeza de que ambos poderão lidar com essa possibilidade? E se o marido ficar com ciúmes? Vamos considerar que ela nem se apaixone, mas esteja se divertindo tanto que não quer parar, e aí o marido passa a não querer mais, pois até gostou no início, porém passou a ficar com ciúmes. E aí? Sem falar das comparações, que serão inevitáveis. Essa humilhação, homem, vai te excitar ou te ofender?

"Quem é que mete mais gostoso, heim? Eu ou o seu corninho? Diz, vai..." 

"Aaaoow... você, claro...aaahh... mete gostoso vai..."

 Sua relação é forte o suficiente para lidar com esses tipos de altos e baixos? Como vocês estão empenhados em levar isso adiante, conscientes de que não passa de uma aventura? Vocês estão tentando corrigir uma vida sexual ruim com o cuckolding? Você, marido, está tentando transformar uma mulher conservadora em algo que ela não é?
Se você é um homem cuja esposa ainda não conhece seu desejo de ser corninho dela, você precisa considerar a importância dessa fantasia para você e a importância da sua esposa para você. Há algo em particular sobre cuckolding que realmente faz com que os homens que estejam interessados ​​nisso fiquem obcecados com a realização da fantasia. Eles têm dificuldade em entender por que sua esposa não quer foder com outros caras e com isso, podem acabar perdendo a perspectiva de quem realmente é pessoa da sua esposa.
Se você deseja convencer a sua esposa a aceitar essa prática, esteja avisado, há uma boa chance de que ela não tenha uma reação positiva quando você revelar. Ela provavelmente não se casou com você porque queria foder outras pessoas. Embora vê-la com outro homem possa ser a coisa mais gostosa que você fantasia, lembre-se que esta é a sua fantasia. Não a dela.
A maioria das mulheres é muito mais sensível e insegura sobre sexo, e sobre seus corpos, do que os homens realmente conseguem entender. Ela pode pensar que você está usando isso como um primeiro passo, um pretexto para poder procurar um outro rabo de saia pra você mesmo. Ao imaginar que sairia com outro homem, ela receia que você argumente assim: “Por que eu não posso sair com a Fulana, se você já saiu com o Cicrano? Não é justo que eu possa também?”
 Ou ainda, ela pode sentir que você não a acha mais tão atraente e está tentando empurrá-la para os outros. 
Outra coisa, ela pode estar absolutamente aterrorizada com a ideia de se comportar como um objeto sexual na mão de outros homens.

"Fica quieta, puta! Eu quero gozar!"

Então pense cuidadosamente sobre sua esposa e seu relacionamento antes de considerar tentar convencê-la a corneá-lo. Quão bem você se comunica? Quão aberta sua esposa ou namorada é a novas ideias eróticas? Como ela é, sexualmente falando? Mais fogosa ou mais sossegada? Eu certamente não gosto de encorajar as pessoas a manterem suas fantasias sexuais em segredo, mas afirmo que o cuckolding está em uma categoria muito diferente do que aquela de somente pedir para a sua esposa usar uma fantasia de enfermeira, por exemplo.

Shhh.. eu me vesti assim pro Carlão, não pra você, bobinho. Ele já vai chegar, viu? Comporte-se.

Outra coisa a ter em mente é que, embora você tenha guardado essas fantasias por um longo período de tempo, quando você as traz ao conhecimento de sua esposa, para ela, é tudo novo. Você está familiarizado com a ideia, ela não! Você precisa ser paciente e ir devagar. Ela está apenas começando a querer entender a ideia, e tentando compreender suas reais intenções com isso.
Agora, se você é uma mulher que pensa em tentar convencer seu marido a adotar esse estilo de vida, pense novamente sobre o tipo de pessoa que ele é, e sobre o tipo de vida sexual que você tem atualmente. Ele é o tipo ciumento? Ele é aberto para que você possa compartilhar suas fantasias sexuais? Ainda que ele te entenda na cama, não significa que ele possa lidar com a realidade. Ele pode até assistir filmes pornográficos onde caras fodem mulheres casadas, mas quando ele imaginar que a casada é VOCÊ, ele pode brochar na hora.
Existem outras maneiras de aproveitar a fantasia de cuckolding sem realmente realizá-la. Por exemplo, cultivar a sua fantasia sexual ao fingir que a está vivendo é o primeiro passo para avançar para a prática real. Mas para muitas pessoas, ficar só nessa encenação e na brincadeira erótica, somente entre os dois, pode ser o limite razoável para gozar sem correr o risco da realidade.

"Vai linda... goza imaginando que você está com o André, vai! Eu sei que você deseja muito dar pra ele! Pode fingir que eu sou ele, tá?"
"Ai, André, me come, vai! Ai que gostosoooooo...."


          Lembre-se: pense com quem você é casado(a) e quanto valor tem sua relação. Descobrir mais sobre o outro, ao mesmo tempo que tem a vantagem de ser franco um com o outro, é também um risco. Eu quero que você tenha um ótimo sexo, mas uma fantasia sexual normalmente não vale mais do que a preservação de um casamento.



"Só vale a pena, se for pra ser feliz!"

4 comentários:

  1. Muito legal. Esse lance de imaginar que está vivendo essa fantasia é bacana mesmo.

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  2. Gostei dessa última mensagem: só vale a pena se for pra ser feliz. Essa noite eu tive um sonho, acredito que de tanto pesquisar sobre o assunto, aonde eu compartilhava minha namorada com outros homens. O engraçado é que no sonho eu não senti nenhum pingo de ciúmes, apenas tesão e estava adorando. Fico me perguntando se seria assim na realidade, mas acho que teria sim um certo ciúme na primeiro vez. Parabéns pela postagem!!

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  3. Acho que um bom ponto de partida para a ação real é fantasia-la à dois, como no exemplo do texto. A fantasia, além de embasar o desejo da prática do cuckolding, pode surpreender e, se mostrar tão ou mais deliciosa (e sem riscos) quanto a realidade.

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  4. Isso mesmo pessoal. Essa encenação da fantasia eu posso atestar, é muito bom. Eu e minha esposa já fizemos e ela gostou bem, disse que nem precisa ir pra realidade. Mas vai de cada casal. Acredito que eu não ficaria com ciúmes, sou bem liberal mesmo, mas o que a autora fala é verdade, tem que pesar em relação à ela. Se ela se sentisse à vontade para pôr em prática, aí sim. Mas nem tudo é exatamente do jeito que a gente gostaria, e partindo do princípio que a primazia tem que ser da MULHER, então tem que ser do jeito dela, e nos cabe ficarmos 100% contentes com o que temos, porque já é muita coisa. Quantos homens submissos por aí não encontram na mulher nem 1% do que gostariam que elas fossem, no sentido fetichista da coisa? É algo para se refletir.

    Muito obrigado, Anderson, Luis e Parker por participarem. Forte abraço!

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