Conto: Acabei com a Punhetinha Secreta Dele

       Oi, meu nome é Julia. Sou uma mulher normal, 34 anos, moradora de São José dos Campos-SP. Tenho meu emprego de atendente de telemarketing, gosto de sair com as minhas amigas e tenho um namorado. Meu namorado, o André, é uma ótima pessoa.

      Ele é inteligente, três anos mais novo que eu, sabe tudo de computadores, e é muito bonito. Eu o amo demais. Ele também sempre me tratou assim, super bem. Mas a um tempo atrás, confesso que ele vinha buscando passar muito tempo sozinho e não vinha prestando tanta atenção em mim, você sabe... sexualmente. Isso estava me deixado muito triste e frustrada. Na verdade, deprimida mesmo. Rejeitada. Tentava de tudo para seduzi-lo, usava roupinhas curtas, calça suplex bem apertada na frente dele, e... nada. 




Eu não sou nenhuma Afrodite, mas me acho bonita e gostosa o suficiente para chamar a atenção de qualquer homem. Eu me cuido muito bem, sou bonita de rosto, tenho uma pele linda, cinturinha fina, uma bunda considerável... Com ele, parece que nada funcionava. Ele dizia que estava ocupado com muitos projetos freelance’ no computador, como ele chama. Mas eu estava desconfiada! Esse ‘freelance’ seria um ‘outro lance’? E se outra menina estivesse na jogada? Eu fucei o histórico do computador dele, mas ele é muito esperto pra deixar qualquer coisa lá que possa ‘incriminá-lo’.

       Num sábado desses, em dezembro do ano passado, eu decidi dizer a ele que eu iria ficar no Vale Sul Shopping o dia inteiro, como eu costumava fazer sempre, mas que eu voltaria a tempo de nos encontrarmos à noite, como combinamos antes. Ele disse que tudo bem, pois teria que trabalhar em um projeto que levaria o dia inteiro também.

       Meu plano era simples: eu voltaria sorrateiramente ao nosso apartamento em torno de uma hora depois para surpreendê-lo. Se tudo estivesse bem, eu só diria que não encontrei nada de interessante nas lojas, que fiquei entediada e resolvi voltar para casa. Caso contrário... bem, digamos que não seria eu quem teria que dar explicações.
      
       Você acha que ele ficou surpreso com a minha chegada repentina? Claro que sim! E eu também fiquei! Apesar das minhas suspeitas, garanto que jamais imaginaria que ele poderia querer, ou sequer precisar, me trair daquela forma.      
      
       “Aaahhh... isso explica por que você não tá querendo mais amor comigo, né? Eu não entendo! Eu estou disponível para fazer sexo com você sempre que você quer! Mesmo quando eu não estou muito a fim! Por que você está fazendo isso?”

       Eu nem vou tentar repetir o que ele disse. Qualquer mulher que já fez esta pergunta sabe que a resposta nunca faz sentido. São as desculpas esfarrapadas que todos os homens dão quando confrontados: "isso não significa nada pra mim!", ou mentiras como "Eu estava pensando em você, enquanto me tocava"... os homens realmente não entendem as mulheres. Interrompi as desculpas exigindo:

       “Mesmo que eu não goste, eu acho melhor você me contar ou me mostrar o que você está olhando ou em quem está pensando enquanto você fica aí, batendo punheta! Senão, a coisa vai ficar séria para o seu lado! Anda, me mostra agora!...”

       Eu sei que posso lidar com a ‘concorrência’ se eu souber o que é exatamente. Se é uma posição na cama, uma roupinha sexy, ou algo para fazer ou dizer, eu posso fazer isso por ele. Se ele tivesse apenas me pedido com jeitinho... Ele não conseguiu confessar nem quis me mostrar nada em que ele estivesse se ‘inspirando’ pra... ‘descascar a banana’. Mas como eu já vinha suspeitando de alguma coisa a semanas, eu estava preparada para confrontar daquele jeito:

       "Deixa pra lá, esquece! Veste sua roupa e me encontra na sala em 5 minutos!"   

       Rapidamente, vesti um conjuntinho sexy de lingerie e esperei por ele na sala.   




       Cinco minutos depois, lá vinha ele, com aquela cara de pidão. Ele ficou nitidamente espantado por eu estar só de lingerie, me olhou de cima a baixo, admirado. Eu acho que ele estava pensando que eu ia terminar o namoro com ele, mas quando me viu assim, ficou totalmente confuso. Eu tinha uma ideia melhor do que simplesmente terminar o namoro. Isso, graças à minha amiga, Vanessa.

       “Eu não quero acabar com o que a gente tem entre nós. Mas o que eu vi você fazendo jamais pode se repetir, se você ainda pretende querer continuar comigo. Eu preciso saber que seus pensamentos e desejos estão totalmente concentrados em mim e que todo o seu prazer sexual venha de mim. Então, se você quer ficar comigo e continuar a ter, como você mesmo diz que é, ‘o sexo mais gostoso que você já teve' você vai se apoiar no sofá e vai pôr esse ‘brinquedinho’ novo que comprei. Um cinto de castidade! Agora! Não tem conversa! É aceitar ou largar.” Ameacei, mostrando a ele um cinto de castidade, desses aparelhinhos de acrílico que vendem em sex shops especializadas em fetiches e coisas do tipo.       

       Não duvide! Isso mesmo, cinto de castidade! Foi exatamente como Vanessa me disse para apresentá-lo: "Amiga, você vai ter a vantagem nessa situação, não dê o cinto de castidade pra ele, tratando isso como uma nova forma de joguinho que ambos têm que discutir por horas antes de ambos aceitarem", ela disse. 


        A ideia era que diante de um ultimato, e de uma relação que ainda era muito boa, ele certamente cederia ao invés de ficar com apenas suas fantasias solitárias e a necessidade de começar tudo de novo em busca de uma nova namorada.




       Ele sentou no sofá atônito. Estava claro que ele ainda não estava acreditando que eu estava falando sério. A verdade é que se ele realmente tivesse dito ‘Que porra é essa?? Eu jamais vou usar essa coisa no meu pau, sua louca!!!’, eu não tenho certeza se eu estava pronta para terminar o namoro por causa disso. Na verdade, confesso que quando eu disse que terminaria o namoro, se ele não aceitasse usar aquilo, eu estava só blefando. Estava sólida por fora, mas derretendo de medo por dentro. Estava embasada só na confiança do que minha melhor amiga insistiu para que eu demonstrasse. Eu realmente não queria que ele se masturbasse sempre que quisesse, e Vanessa tinha me garantido que as coisas com o marido dela ficaram muito melhores depois que ela tomou o controle da intimidade dele. Ele ainda estava calado, segurando o dispositivo, e olhando para ele com aquela cara assustada e curiosa ao mesmo tempo. Respirei fundo discretamente e continuei meu sermão.      

       “Eu não admito mais que você tenha prazer sozinho, assim, escondido de mim. Isso é traição! Pra mim, é como se você tivesse me traindo. Traindo meus sentimentos, meu papel de mulher na nossa relação. Eu chego todo dia em casa, e encontro um namorado cansado, indisposto, que brocha mesmo quando sua namorada aparece só de calcinha, fogosa, depiladinha, perfumada, etc. Estou cansada de me sentir assim, rejeitada. Eu achei que você tivesse me traindo com outra mulher, sabia? Ia ser muito revoltante saber disso, mas acho que eu até conseguiria admitir a derrota diante de uma mulher mais bonita e... de verdade! Agora, perder para revistas, sites ou sei lá o quê... é demais! Quando isso estiver encaixado direitinho no seu pau, eu vou trancar o cadeadinho e vou ficar com a chave, sempre comigo. E sou EU quem vou decidir quando você vai poder tirar, e quando você vai poder ter um orgasmo. Estamos entendidos? Ou não?”

Eu disse tudo isso em um único fôlego, exatamente como Vanessa me fez decorar.  

       Ele me ouviu, calado. Voltou os olhos para o aparelho, suponho que ele estava contemplando uma grande mudança em sua vida. Eu duvidava que ele pudesse imaginar como seria grande essa mudança; Eu, então, não poderia sequer imaginar quanta diferença isso faria em nosso relacionamento.

       Para minha surpresa (e certo alívio), ele arriou a calça e a cueca. Parece que meu blefe sobre terminar o namoro caso ele não aceitasse a castidade funcionou. Eu tenho que admitir que Vanessa estava certa. Começou a surgir uma certa sensação boa de poder quando eu vi que ele começou a tentativa de instalar aquilo no próprio pinto. Em segundos, me senti transformar de rejeitada e sem autoestima em poderosa e cheia-de-orgulho-de-mim-mesma, não consigo explicar a intensidade disso com palavras. Eu estava me sentindo gostosa de novo, sei lá. Ele estava fazendo algo extremo assim, para não me perder! Que sensação fantástica! E isso só porque eu vi ele começando a esticar seus genitais, tentando entender como aquilo poderia envolver e caber em si mesmo. Aquele sentimento só chegou ao seu máximo, quando eu cliquei o pequeno cadeado que o manteria trancado, e sob meu total controle erótico. Vanessa não era minha melhor amiga à toa.

       Eu ainda podia ouvir as palavras dela na minha cabeça: "Depois que ele começar os primeiros movimentos para tentar encaixar o anel de castidade ao redor do saco, é quando você vai reforçar essa atitude dele, evitando que ele volte atrás da decisão. Você tem que incentivar essa decisão dele, dar os parabéns, e assegurar que você quer isso porque o ama. Não deixe que ele pense coisas ruins a respeito de ficar em castidade, pelo menos até o momento em que o cadeado estiver batido. Fale bastante, elogie, diga que ele é um bom menino."     

“Isso mesmo, amor. Muito bem. Amei sua atitude. Estou adorando ver que você me ama de verdade. Eu te amo e sei que dessa forma podemos ser felizes de novo.” 



   

Com certeza, ele nunca tinha visto um cinto de castidade como aquele antes, mas ele acabou descobrindo como deveria ser colocado. Eu disse que ele era muito inteligente! Enquanto ele estava juntando as peças, eu disse a ele que mesmo estando trancadinho, nós faríamos aquele sexo gostoso de sempre, eu ainda era a mesmo garota taradinha por quem ele se apaixonou. A diferença é que ele só teria sexo comigo. Sozinho, não.


Na hora que eu cliquei fechando o cadeado, um sentimento de renovação tomou conta de mim, eu me senti poderosa, minha auto estima renasceu das cinzas. Eu sabia que nunca mais as coisas voltariam ao modo como costumavam ser. 

"E agora sou EU quem decido quando e como a gente faz amor," Eu disse pra ele, com uma voz sedutora. “Ah, claro, e por vezes, como agora, você vai ficar na vontade, viu? Excitado e insatisfeito. Do mesmo jeito que eu ficava quando você se ocupava de gozar sozinho com suas próprias mãos!


 De acordo com os meus cálculos, você me deve vários orgasmos que eu deixei de sentir graças a esse seu mau hábito. Quando você for permitido gozar, vai ver que sempre será muito especial, em parte porque vai ser bem mais raro, claro.” 


    Enquanto eu falava essas coisas, eu estava observando o pinto dele trancado naquela gaiolinha, e não pude evitar abrir um sorriso ao perceber que ele estava excitado com tudo o que eu falava, mas não podia sequer ficar de pau duro. Deve ser por isso que ele não resistiu nada em aceitar. Aquilo na verdade estava deixando ele com tesão! Eu nem podia imaginar que ele iria ficar excitado em estar preso em um cinto de castidade, hahahaha... nossa, como aquilo me fazia sentir vingada e poderosa!  




   Eu me aproximei dele, o abracei e o beijei apaixonadamente. Ele correspondeu a paixão, me abraçando com força, e me beijando com vontade. Era estranho sentir aquele aparelhinho duro dele, encostando na minha virilha, mas ao mesmo tempo, reforçou minha sensação de poder.

"Me perdoa, amor, sei que o que eu faço é errado. Eu vou usar isso se é desse jeito que você acredita que eu te ame. Você é a única mulher maravilhosa que eu conheci na minha vida. Não quero te perder. Nunca."

Conclui que daquele momento em diante, nossa intimidade estaria finalmente no mais perfeito equilíbrio. E de fato estamos vivendo dias muito melhores. Ele confessa que fica desesperado para gozar, mas que descobriu que é maravilhoso depender de mim para isso. Eu não podia ter tomado decisão melhor.




4 comentários:

  1. Mais uma incrível história se inicia já posso sentir

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  2. Já gostei, impossível não gostar das histórias desse blog!!

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  3. Hhhuuummmm parece bem real Squal... e aqui em mi ha querida cidade onde sempre achei q nunca haveria pessoas em castidade rs... perfeito squal.. att icr

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  4. ótimo conto, muito bem escrito, adorei !

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